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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Carnaval: alegria ou fuga?

Carnaval: alegria ou fuga?

Carnaval: alegria ou fuga?Reflita sobre suas atitudes durante o carnaval


Estamos próximos de mais um carnaval (o “carne vale”), ou o “currus navalis”, que os gregos e romanos antigos faziam, usando um enorme carro em forma de navio, para homenagear o deus Dionísio ou Baco, o deus do vinho.  

A Igreja procurou dar uma nova mentalidade a essas festas pagãs, eliminando toda mitologia e superstição, bem como a orgia que, muitas vezes, predominava nelas. Portanto, não foi a Igreja quem instituiu o carnaval, mas foi ela quem procurou dar novos rumos ao que já acontecia. Conseguiu fazer com que, com muita luta, essa festa popular ficasse restrita a apenas três dias antes da Quaresma.

Com o passar do tempo, sobretudo no Brasil, o carnaval descambou para a dissolução dos costumes, especialmente nos bailes e nas escolas de samba, em cujos desfiles predominam o luxo, a esnobação de artistas, o exibicionismo em forma de nudismo e toda espécie de erotismo. Pode-se chamar a isso de “alegria”? Não! Alegria é a satisfação do espírito liberto das paixões, não a satisfação da carne. Quem se entrega ao pecado é escravo dele, disse São Paulo. Esquece-se de que os Mandamentos de Deus são o caminho da libertação. Entre eles estão o Sexto e o Nono Mandamentos: "Não pecar contra a castidade" e "Não desejar a mulher do próximo" (cf. Êxodo 20, 1-17; Deuteronômio 5, 1-21).

Jesus, em inúmeras passagens de Suas pregações, mandou cumprir esses preceitos. Diz São Paulo: "Nem os impudicos, nem idólatras, nem adúlteros, nem depravados, nem de costumes infames, nem ladrões, nem cobiçosos, como também beberrões, difamadores ou gananciosos terão por herança o Reino de Deus" (1 Cor 6,9; Rom 1, 24-27). O apóstolo condena a prostituição (cf 1 Cor 6,13 ss, 10,8; 2 Cor 12,21; Col 3,5).

No Sermão da Montanha, o Senhor Jesus interpreta de maneira rigorosa o plano de Deus: "Ouvistes o que foi dito: 'Não cometerás adultério'. Eu, porém, vos digo: todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração" (Mt 5,27-28). Cristo proclamou: "Bem-aventurados os puros, porque eles verão a Deus".

É triste observar que até o Governo estimula esse desregramento com uma ampla distribuição de “camisinhas”, para que os foliões “pequem à vontade” sem perigo de contaminação. O Papa João Paulo II assim se expressou sobre o uso desse preservativo: “Além de que o uso de preservativos não é 100% seguro, liberar o seu uso convida a um comportamento sexual incompatível com a dignidade humana [...]. O uso da chamada camisinha acaba estimulando, queiramos ou não, uma prática desenfreada do sexo [...]. O preservativo oferece uma falsa ideia de segurança e não preserva o fundamental” (PR, nº 429/1998, pag. 80).

As consequências da imoralidade liberada no carnaval, para muitos, são terríveis: uso de drogas, “sexo livre”, sem responsabilidade, famílias destruídas, mães e pais jovens solteiros; filhos, muitas vezes, abandonados ou em orfanatos, e muitas crianças “órfãs de pais vivos”, como disse João Paulo II aqui no Brasil. No ano passado um carro alegórico de escola de samba pegou fogo em Santos; ao menos quatro pessoas morreram.

O homem quer a felicidade, foi feito para a felicidade, mas muitos se esquecem de que “Deus é a felicidade”, e é inútil procurar onde ela não existe. Longe de odiar esses “irmãos enganados”, vamos trazê-los para perto de Deus nesses “dias maus”! Sabemos que essa festa, para muitos, é fuga de seus problemas, de uma vida sem sentido, de um vazio insuportável na alma, que precisa ser esquecido... Rezemos por todos eles!

Por tudo isso o cristão deve aproveitar esses dias de folga para descansar, rezar, estar com a família e se preparar para o começo da Quaresma, na Quarta-feira de Cinzas. O cristão não precisa dessa “alegria falsa”, que, quando passa, deixa sabor de morte; pois o prazer é satisfação do corpo, mas a verdadeira alegria é a satisfação da alma, e esta é espiritual.

Fonte: canção nova

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Ciência e fé, ambas racionalizáveis

Ciência e fé, ambas racionalizáveis
O limite da ciência é a dignidade humana
Frutos de Maria
O diálogo entre ciência e fé é possível? Elas se complementam? Existem pontos de encontro e desencontro? O sacerdote Luis Gahona Fraga fala sobre este tema no programa "Últimas Perguntas", de RTVE: "É difícil colocar a física e a fé em relação, porque elas tratam de objetos diferentes – explica. Ambas buscam a verdade, mas por caminhos diversos". 

Durante a entrevista, Fraga explicou como as ciências experimentais (nascidas nos séculos XVI e XVII) "têm uma maneira de estudar o mundo de forma especial, que consiste em combinar a experimentação com teorias racionais e matemáticas"; esta combinação, afirma, "funciona muito bem, mas não se pode conhecer Deus assim".

"Conhecemos Deus por meio da filosofia e da fé, da Revelação", explica o sacerdote, que defende que o aspecto racionalizável desta crença, o que propicia "o ponto de união entre fé e ciência". 

Dentro desta racionabilidade, Fraga explica os pressupostos da inteligibilidade da natureza, questões que o cientista busca entender: de onde vem esta inteligibilidade? Por que podemos encontrar leis no mundo físico? 

Para Fraga, "é aí que o cientista se faz a pergunta sobre Deus, e Deus não pode ser demonstrado com as ciências experimentais, mas sim com outra fonte de conhecimento, que é a filosofia". 

Segundo esta união de perguntas, a ciência descobriria características deste mundo que remetem a Deus, e mostra que cada ser tem um índice metafísico que é como uma digital que nos fala de Deus. 

"Esta digital é descoberta pela ciência; que ela venha de Deus já é fruto de um raciocínio que vai além do método científico", comenta o sacerdote, que é professor do Instituto Teológico San Ildefonso de Toledo (Espanha) e físico pela Universidade de Harvard. 

Entraríamos então no que Fraga chama de "inteligência inconsciente". "Chama a atenção que o universo esteja tão bem feito com elementos tão simples, que leva os cientistas a se perguntarem se não haveria uma inteligência inconsciente que explique o que a ciência descobre neste mundo material", afirma. 

Fraga destaca que o universo não é só matéria. Superando os preconceitos de uma mentalidade herdada do materialismo do século XIX, o professor de teologia mostra que "a cosmovisão do mundo atual favorece objetivamente o diálogo com a fé"; e afirma que há temas que vão além da ciência: "o tema da criação, a essência das coisas, a dignidade do ser humano, a alma espiritual, a liberdade". 

"A Igreja está aberta ao diálogo com o mundo das ciências – explica – porque é próprio da fé cristã buscar uma racionalidade na fé"; e defende o ponto de união entre fé e ciência dentro da filosofia, que "chega a uma visão de mundo baseada em dados da ciência, mas que ao mesmo tempo é compatível com a existência do Criador". 

Na união entre fé e ciência, há tanto pressupostos intelectuais como éticos, e Fraga defende sua existência. 

"O cientista tem um impressionante anseio por saber, mas há certos limites, que ele não deve ultrapassar. Seu limite é a dignidade humana", alerta. 

"O segredo está em distinguir que o ser humano tem uma dignidade e que esta dignidade é um limite absoluto. Do contrário, caímos em erros do passado, e a ciência pode levar aos maiores pesadelos da humanidade", concluiu.

Fonte: Aleteia

Viva o “Nunc”!

Viva o “Nunc”!
Será que o tempo presente está sendo um presente?
Frutos de Maria
Fugit irreparabile tempus! 

Calma, calma não estou começando o texto com uma oração de exorcismo em latim.Embora creio que lendo até o fim este texto conseguiremos nos libertar de alguns “dramas” que trazemos. Na verdade quero começar a pensar com você o tempo de agora! Sim este tempo que você está gastando ao juntar em sua massa encefálica as letras que formam estas palavras que lê, que formam frases e geram significados. Você está gastando tempo! 

Fugit irreparabile tempus ( Foge o tempo irreparável). 

O tempo simplesmente vai passando e se pararmos para pensar ele literalmente está acelerado não é verdade? Mas como estamos vivendo o tempo presente? Como fazer para estar aqui agora lendo este texto e não estarmos com as amarras do passado e nem com as cadeias do futuro? 

Será que o tempo presente está sendo um presente? Ou ele se tornou um passado fantasmagórico ou um futuro ilusionista? 

Será que estamos deixando a vida passar em speed ou a encaramos em slow motion?

Com um grande medo de perder tempo vamos perdendo tempo! Chiara Luce dizia: “As vezes o homem não vive a sua vida, porque está mergulhado em tempos que não existem; ou na lembrança, ou na saudade do passado, ou projetado no futuro. Na realidade, o único tempo que o homem possui é o momento presente, que deve ser todo vivido usufruindo dele plenamente.” 

Viver intensamente o agora é possível pois podemos escolher estar inteiro nele, não se fragmentar no passado que se foi e nem no futuro que não chegou. Fazer do agora a grande oportunidade de inteireza e marcar o espaço que temos com aquilo que somos! 

Não perca tempo, viva o agora! Pois só ele é real. 

Olhar para o passado com olhos do presente nos faz vislumbrar o futuro eterno! 

Se arrisque no tempo! 

Nunc!* 

Tamu junto! 

Adriano Gonçalves

*obs.: se gastou tempo para descobrir o que significa Nunc, saiba Nunc é “agora” em latim Então “viva o agora”!

Fonte: Revolução Jesus

Felicidade versus Facilidade

Felicidade versus Facilidade 
"Se mil vezes eu tivesse que ser cristão, mil vezes eu escol
Frutos de Maria
“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.” Mateus 5:3-12
A vida nos ensina que não tem receita mágica para a felicidade. No mundo e no contexto que vivemos primeiro precisamos ser curados do conceito de ser feliz. Conversão é mudança de pensamento. 

Felicidade para muitas pessoas, é ser rica, ter um iate, ir a festas importantes, tem gente que fala se eu tivesse cabelo mais liso seria mais feliz. As vezes pedimos a Deus o dom de ser feliz em realidades pagãs, e por isso muitas vezes não nos sentimos felizes. 

Quando você ouvi Jesus dizer : “Feliz são os humildes , porque eles herdarão a terra”, que ser feliz desça do salto da arrogância. Se você alimenta arrogância, você não pode experimentar a felicidade cristã. Precisamos aprender urgente a não ser arrogante, porque arrogância é um dedo do diabo na nossa vida. 

O cristianismo é proposta de superar seus limites, mas antes é preciso reconhecer nossas fraquezas. É um caminho constante, que não nos permite dizer que estamos prontos, ou que somos melhores, humildade é primeiro passo para sermos felizes. 

A felicidade que esse olhar arrogante pode nos dá é temporária, é como os grande impérios que cresce, cresce e depois decai porque não tem mais para onde crescer. A Palavra de Deus nos ensina que o que te alimenta é muito mais que uma maquiagem no rosto, uma reunião de amigos. 

"Se mil vezes eu tivesse que ser cristão, mil vezes eu escolheria" 

O maior tribunal que podemos ter, é olhar no espelho e perguntar valeu a pena ou construir felicidades pagãs e passageiras? 

Não existe nada melhor que olhar as pessoas que passaram na sua história e perceber que as pessoas se tornaram melhores. A nossa humildade vai atrair as pessoas para Deus. Queremos a felicidade mas não queremos esforçamo-nos. 

“Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados” Parece loucura. Mas é um fruto demoníaco, achar que não podemos ser fraco, que não podemos ter fragilidades, e que precisamos ser fortes, ricos. De nada vale uma casa bonita se não está habitada por pessoas que se ama. O amor não é construído só nos sorrisos, mas também na hora da dor. 

Me preocupo com esta geração que está sendo educado a parti das pilulas, que não pode ter encomodos. Uma geração que não pode ficar triste que já toma remédio. Não tenham medo das tristezas que faz parte do processo humano, antes de procurar as pílulas olhe para você. Chore, e interprete as lagrimas que estão caindo, porque elas que vão dá o caminho para o seu crescimento. 

Se mil vezes eu tivesse que ser cristão, mil vezes eu escolheria. Deus nos ama, e Ele não realiza os nossos pedidos, porque nos mas, mas Ele agir nas nossas necessidade. 

Em Pentecostes do ano passado, vivi um grande encontro com Deus eu escutei do próprio Deus, dizer: “Fábio de Melo vou te dizer não, porque quando eu digo não, estou dizendo sim, lhe protegendo” E assim vivo neste caminho de fé, acreditando que quando ouço não é um sim. 

O evangelho é simples, é não matar, é não fofocar, é cuidar de si. Se você quer ser feliz prepare-se para as durezas das bem aventurança. Converta! 

Você não é obrigado a ser cristão, você não é obrigado a ser justo, humilde, manso. Mas se você quiser permanecer ser cristão as bem aventuranças é código da felicidade. “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.” Felizes os que são misericordiosos, os corações que tem espaços para acolher outros corações Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus;

Deus nos ama, e a vida cristã é uma resposta ao amor de Deus. Investigue bem o seu coração e qual é o conceito que você tem de felicidade. O que realmente te faz feliz? 

O cristianismo bem vivido quando nos ensina doar a vida a quem amamos, é a melhor religião, digo porque experimentei. Se mil vezes eu tivesse que ser cristão, mil vezes eu escolheria. Bem aventurado são aqueles que tem alguém para lhe pegar na mão e dizer que: Deus te ama, e que Ele pode reconstruir a sua vida. 

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Padre Fábio de Melo 
Padre que evangeliza como cantor, compositor, escritor e apresentador do programa "Direção espiritual" na TV Canção Nova. 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

semana Missionária de patu


Liturgia Diária

Mt 11, 28-30

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus
- Naquele tempo,28Vinde a mim, vós todos que estais aflitos
sob o fardo, e eu vos aliviarei.29Tomai meu jugo sobre vós e
recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de
coração e achareis o repouso para as vossas almas. 30Porque
meu jugo é suave e meu peso é leve.
- Palavra da salvação.


Reflexão:
Existem pessoas que acreditam que a verdade da religião encontra-se num rigorismo muito grande, principalmente no que diz respeito às exigências morais e rituais. Com isso, a religião acaba por ser um instrumento de opressão. Jesus nos mostra que não deve ser assim. Ele veio ao mundo para trazer a libertação do jugo do pecado e da morte e que a verdadeira religião é aquela que liberta as pessoas de todos os pesos que as oprimem na sua existência. O verdadeiro cristianismo é aquele que não está fundamentado na autoridade e na rigidez, mas na humildade e mansidão de coração, por que o seu fundador, Jesus Cristo, manso e humilde de coração, é o Mestre de todo o nosso agir. 

O que acontecerá na JMJ?

O que acontecerá na JMJ?
É a vez de o Brasil acolher jovens do mundo inteiro
Frutos de Maria
Em 1984, foi celebrado, na Praça São Pedro, Vaticano, o Encontro Internacional da Juventude com o Papa João Paulo II por ocasião do Ano Santo da Redenção. Na ocasião, o Papa entregou aos jovens a cruz que se tornaria um dos principais símbolos da Jornada Mundial da Juventude, conhecida como a Cruz da Jornada. O ano de 1985, foi declarado o Ano Internacional da Juventude pelas Nações Unidas. Em março daquele ano, houve outro encontro internacional de jovens no Vaticano e, no mesmo ano, o Papa anunciou a instituição da Jornada Mundial da Juventude, que todos os anos acontece em âmbito diocesano, celebrada no Domingo de Ramos e com intervalos que podem variar entre dois e três anos, são feitos os grandes encontros internacionais. A XXVIII Jornada Mundial da Juventude será realizada de 23 a 28 de julho de 2013, na cidade do Rio de Janeiro, com o tema “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19). 

É a vez de o Brasil acolher jovens do mundo inteiro. Não teríamos figura mais expressiva do que a do Cristo Redentor, de braços abertos, para expressar a hospitalidade da fé que acolhe representantes da Igreja inteira. É um fenômeno de partilha e generosidade. A Arquidiocese do Rio de Janeiro primou nos imensos esforços para preparar a JMJ a ser celebrada como um grande evento missionário. Junto com a Igreja do Rio de Janeiro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB -, as autoridades de todos os níveis e muitas outras forças da sociedade se mobilizaram para realizar a Jornada. É o espetáculo da unidade! Sairão pelo nosso país e pelo mundo afora jovens e adultos, feitos discípulos de Cristo pelo batismo, enviados como missionários para espalhar a Boa Nova do Evangelho, contribuindo na formação de outros tantos discípulos em todas as nações da terra. É a festa da missão! 

Por que ir ao Rio de Janeiro na Jornada Mundial da Juventude? Passam de quatro mil os representantes da Arquidiocese de Belém que se unem a tantos outros da Amazônia inteira que querem testemunhar a vitalidade de nossa Igreja. Ninguém se esforça e se sacrifica tanto por meses e anos em vista do nada! Há algo que atrai, ou mais ainda, há alguém que atrai irresistivelmente, de modo que mesmo os que não poderão viajar estarão unidos pelos meios de comunicação. A força de convocação vem da presença de Jesus Cristo, o Senhor! Sim, a multidão reunida na Jornada criará as condições para uma presença muito especial do Senhor, onde dois ou mais se reúnem em seu nome (Cf. Mt 18,20). E ali serão milhões de pessoas! Uma só voz, um só coração, uma alma em torno do Senhor. De fato, já São Paulo afirmava sobre a Igreja: "Há um só corpo e um só Espírito, como também é uma só a esperança à qual fostes chamados. Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, acima de todos, no meio de todos e em todos (Ef 4, 4-6). Ninguém será estranho, mas todos irmãos e irmãs. 

O que acontecerá na Jornada? Pregação do Evangelho, anúncio do Querigma, catequeses conduzidas pelos bispos, muita oração, partilha, espetáculos, a Missa Diária, Via-sacra, a grande vigília, o envio. Certamente, haverá muito sacrifício, haverá alegria, encontro fraterno, conhecimento! Todos poderão desfrutar a alegria da fraternidade. Não há nada de estranho, mas a vida da Igreja experimentada com intensidade, em companhia de irmãos e irmãs do mundo inteiro. 

No Credo, proclamamos a fé na comunhão dos santos. A Jornada Mundial da Juventude escolheu como patronos companhias ilustres para acompanhar seus participantes. Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Mãe do povo brasileiro, está em primeiro lugar. Depois, também escolhidos como patronos, estão São Sebastião, soldado e mártir da fé, Santo Antônio de Santana Galvão, arauto da paz e da caridade, Santa Teresinha do Menino Jesus, Padroeira das Missões e o Beato João Paulo II, amigo dos jovens. Cresce a galeria dos que rezam pela Jornada com os intercessores escolhidos: Santa Rosa de Lima, Fiel à Vontade de Deus, Padroeira da América Latina; Beato Pier Giorgio Frassati, o jovem de amor ardente aos Pobres e à Igreja; Beata Chiara Luce Badano, jovem de nosso tempo, totalmente entregue a Jesus; Beato Frederico Ozanam, servidor dos mais pobres e fundador das Conferências Vicentinas; Beato Atílio Daronch, Amigo de Cristo, acólito brasileiro; Santa Teresa de Los Andes, contemplativa de Cristo, que aos dezessete anos entrava no Carmelo; Beato José de Anchieta, Apóstolo do Brasil; Beato Isidoro Bakanja, jovem africano, Mártir do Escapulário; Beata Irmã Dulce dos Pobres, embaixadora da Caridade; São Jorge, Mártir e Combatente contra o Mal; Beata Laura Vicuña, chilena, Mártir da Pureza; Santo André Kim e seus companheiros, Mártires da Evangelização; Beata Albertina Berbenbrock, jovem brasileira, Mártir da Castidade e dos valores evangélicos. A Igreja inteira, com a companhia de santos e beatos de todos os continentes! Que eles roguem por nós e por nossos jovens!

Companhia ilustre, cuja palavra, exemplo e missão têm atraído o mundo inteiro, chega ao Brasil nosso hóspede esperado, o Papa Francisco. Estaremos "dependurados" em sua voz profética, conhecendo a importância de sua primeira visita internacional, desde o início de seu pontificado. Bendito o que vem em nome do Senhor! Junto com o Papa, o episcopado brasileiro e de tantas partes do mundo, sacerdotes, religiosos e religiosas, pessoas consagradas a Deus e de todo o povo, um só coração, unidos pela certeza de que o Senhor tem muito a nos falar. Durante a Jornada, vai repetir-se o maravilhoso encontro de raças, línguas e nações, juntas para aprender a língua da caridade. Desejamos que o Rio de Janeiro e o Brasil sejam inundados com a grande torrente que brota do coração de Cristo. Sonhamos juntos com este rio, iluminados pela profecia de Ezequiel (Ez 47, 5-12). 

Queremos caminhar à margem do rio e ver muitas árvores de vida nova, cujas folhas não caiam e sirvam de remédio, e seus frutos não terminem. Que fiquem saneadas as regiões de águas e corações estagnados. Que haja vida, alimento e restauração aonde quer que chegue este rio. Afinal de contas, trata-se da promessa do Senhor: "No último e mais importante dia da festa, Jesus, de pé, exclamou: “Se alguém tem sede, venha a mim, e beba quem crê em mim” – conforme diz a Escritura: “Do seu interior correrão rios de água viva” (Jo 7, 37). 


Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA 

Santo Arnolf

Santo Arnolf
Arnolfo nasceu em Metz, na antiga Gália, agora França, no ano 582. A sua família era muito importante, cristã, e fazia parte da nobreza. Ele estudou e se casou com uma aristocrata, com a qual teve dois filhos. A região da Gália era dominada pelos francos e era dividida em diversos reinos que guerreavam entre si. Isso provocava grandes massacres familiares e corrupção.
Um desses reinos era o da Austrásia, do rei Teodeberto II, para o qual Arnolfo passou a trabalhar. Mas quando o rei morreu, todos os seus descendentes e familiares foram assassinados a mando do rei dos francos, Clotário II, que incorporou a região aos seus domínios.
Era nesse clima que vivia Arnolfo, um homem de fé inabalável, correto e justo. O rei Clotário II, agora soberano de um extenso território, conhecendo a fama da conduta cristã de Arnolfo, tornou-o seu conselheiro. Confiou-lhe, também, a educação de seu filho Dagoberto, que se formou dentro dos costumes da piedade e do amor cristão. Tal preparo fez de Dagoberto um dos reis católicos mais justos da história, não tendo cometido nenhuma atrocidade durante o seu governo.
Além disso, o rei Clotário II nomeou Arnolfo bispo de Metz, que acumulou todas as atribuições da Corte. Uma bela passagem ilustra bem o caráter desse homem, que mesmo leigo se tornou um dos grandes bispos do seu tempo. Temendo não ser digno do cargo, por causa dos seus pecados, atirou seu anel no rio Mosela, dizendo: “Senhor, se me perdoas, faze-o retornar”. O anel retornou dentro do ventre de um peixe. Essa tradição cristã ilustra bem a realidade de sua época, onde era difícil não pecar, especialmente para quem estava no poder.
Naquele tempo, as questões dos leigos e do celibato não tinham uma disciplina rigorosa e uniforme dentro da Igreja, que ainda seguia evangelizando a Europa. Arnolfo não foi o primeiro pai de família a ocupar tal posto nessa condição. Como chefe daquela diocese, Arnolfo participou dos concílios nacionais de Clichy e de Reims. Mais tarde, seu filho Clodolfo tornou-se bispo e assumiu a diocese de Metz, enquanto o outro, chamado Ansegiso, tornou-se um dos primeiros “mestres de palácio” da chamada era carolíngia.
Depois de algum tempo, Arnolfo abandonou o bispado e o cargo na Corte para ingressar no mosteiro fundado por seu amigo Romarico, outro que havia abandonado a Corte e o rei. Assim, de maneira serena, Arnolfo viveu o resto de seus dias, dedicando-se às orações, à penitência e à caridade.
Arnolfo morreu no dia 18 de julho de 641, naquele mosteiro. Assim que a notícia chegou em Metz, os habitantes reclamaram-lhe o corpo, depositando-o na basílica que adotou, para sempre, o seu nome.
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Papa Francisco

Papa Francisco
História do missionário italiano que batizou e oguiou na fé
Frutos de Maria
O site ACI informou nesta sexta-feira (12/07/13) que o jornal italiano Il Cittatino, resgatou a história do Padre Enrico Pozzoli, o missionário salesiano que batizou em 1936 ao pequeno Jorge Mario Bergoglio. 

Segundo a notícia,em um artigo jornalístico, o jornal apresenta vários fatos da vida de Jorge Mario Bergoglio e relata que seu batismo foi celebrado em Buenos Aires durante a noite de Natal, na pia batismal da Basílica Maria Auxiliadora e São Carlos de Buenos Aires, onde hoje expõe com orgulho um pequeno quadro com a cópia do certificado de batismo do primeiro pontífice argentino da história. 

Cita o artigo, que o mesmo Papa Francisco explicou sua relação com o missionário salesiano em uma carta escrita em 20 de outubro de 1990 ao sacerdote salesiano Cayetano Bruno: “Hoje faz 29 anos da morte do Padre Enrico Pozzoli e celebrei recentemente uma Missa por ele, que me batizou em 25 de dezembro de 1936″, diz a missiva. 

O Pe. Pozzoli morou na Argentina desde 1906 até sua morte, em 20 de outubro de 1961. Nasceu em novembro de 1880 em Senna Lodigiana, um pequeno povoado italiano próximo à ribeira do rio Po, e abandonou a Itália sendo um jovem sacerdote. 

O missionário “nunca teria imaginado que entre os fiéis que confiavam no seu acompanhamento estivesse também um futuro Papa e que sua semente tivesse dado um fruto tão célebre… não fez somente nascer a fé no futuro Papa Francisco, mas o acompanhou no seu crescimento cristão e foi seu pai espiritual até os 17 anos, quando amadureceu a vocação sacerdotal”, adiciona o jornal italiano. 

Da Argentina, o Pe. Pozzoli costumava escrever cartas para sua Itália natal a seus sobrinhos, onde explicava seu dia a dia entre imigrantes italianos e os nativos de Pampa. Também enviava fotografias que tirava em Buenos Aires e a Terra de Fogo, e atrás, anotava os quilômetros percorridos em cada viagem. 

Segundo o artigo, o Pe. Pozzoli também cuidou da saúde do jovem Bergoglio, e foi precisamente ele quem o animou a subir às montanhas de Tandil -ao sul de Buenos Aires-, para que se recuperasse da grave infecção nas vias respiratórias que o deixaria sem uma parte do pulmão direito. 

Agora os atuais vizinhos de Senna Lodigiana -o povoado que viu nascer o Pe. Pozzoli-, celebram saber que um patrício seu batizou ao sucessor de Pedro, o Papa Francisco. 

Fonte: ACI Digital

Deus não improvisa

Deus não improvisa
Conheça um belo exemplo de bondade
Frutos de Maria
Há quem diga que nossa vida é como o tear e todos os acontecimentos são como fios entrelaçados entre si e revestidos de significados. Nada acontece por acaso e, à medida que o tempo vai passando, vamos, cada vez mais, tomando conhecimento do “bordado”, resultado da nossa história. 

Contemplar a obra terminada é tarefa que foge das nossas mãos, mas colaborar para que ela seja apreciável é missão que se dá na generosidade partilhada por nós a cada dia. 

Nossa vida é repleta de acontecimentos, às vezes passam-se anos sem sabermos notícias de quem um dia fomos cúmplices e, de repente, o reencontro acontece. Em outros casos fomos ajudados por alguém e nunca o encontramos para, ao menos, lhe agradecer. Há também situações em que não conseguimos ser tão gentis com alguém como deveríamos, mas não houve tempo para, nem sequer, pedir-lhe perdão... E por aí seguem os acontecimentos que se entrelaçam como fios, dando cor e forma ao "bordado" da nosso história. 

Ouvi uma história que me fez pensar muito sobre isso. Partilho com você: 

Conta-se que, há muitos anos, um aristocrata inglês dirigia-se da Escócia para Londres a fim de participar de uma sessão urgente do Parlamento. A sua carruagem ficou atolada na lama e ele estava à beira do desespero quando um jovem camponês apareceu com a sua junta de bois e a puxou para a estrada seca. O homem nobre ficou tão grato que perguntou ao rapaz como lhe poderia agradecer. O rapaz respondeu que não era preciso nada, pois ficava feliz por ter sido útil. Mas o aristocrata insistiu, perguntando-lhe: “Com certeza tens um sonho, ou alguma coisa de que gostarias de realizar na vida?” Então o jovem respondeu: “Sempre sonhei em me tornar médico, mas isso nunca será possível para mim”. 

Quando o lorde chegou a Londres tomou providências para que o jovem camponês recebesse uma bolsa de estudos e estudasse nas melhores escolas. Anos mais tarde, num momento decisivo da Segunda Guerra Mundial, Sir Winston Churchill estava morrendo vitima da gripe pneumônica. Nessa ocasião foi-lhe administrado um novo remédio que lhe salvou a vida. Era a penicilina. O remédio tinha sido descoberto pelo Dr. Alexander Fleming, ninguém mais nem menos do que aquele jovem camponês. E o lorde inglês que lhe tinha dado a bolsa de estudo, era justamente o pai do próprio Winston Churchill.

É interessante observar, ainda mais com a ajuda da história, o quanto estamos interligados uns aos outros e como nossos atos gratuitos de bondade tocam as pessoas que estão à nossa volta. Fica bem claro que a lei da natureza funciona também neste sentido: O que plantamos é isso que vamos colher. 

Tudo começou com um simples gesto de bondade da parte de um rapaz do campo. A resposta foi outro ato de bondade, que se tornou benéfico para toda a humanidade. Milhões de pessoas, até hoje, são curadas de doenças terríveis graças à descoberta da penicilina. Ou seja: graças à generosidade partilhada pelo pobre e pelo rico. Este é um exemplo apenas, entre tantos que conhecemos. 

É bom saber que não estamos isolados neste mundo! Independentemente da nossa condição, nossos atos têm consequências e podem mudar muitas coisas. Eu, particularmente, já vi realidades difíceis serem mudadas pelos pequenos e constantes gestos de bondade. Poderia citar aqui o caso de um esposo agressivo, sem fé e preso aos vicíos voltar para sua família e tornar-se um homem bom devido ao amor persistente e corajoso de sua esposa, que nunca deixou de o tratar bem e rezar pela conversão dele durante anos. 

E a história não para, Deus, que é o Autor da bondade, constantemente bate à nossa porta à espera de que possamos dar um "sim" à generosidade, como fez a Virgem Maria. 

O Cardeal Inglês, Seán O'malley, certa vez em visita ao Santuário de Fátima, explicou que foi Nossa Senhora quem, generosamente, abriu as portas da humanidade para Deus entrar pelo "sim" dela. Segundo ele, Deus escolheu colocar o destino de todos os homens nas mãos de uma jovem e contar com a bondade dela para enviar Seu Filho ao mundo e, depois por intermédio d'Ele, nos salvar. 

E Maria, completamente livre diante de Deus, poderia ter se apegado aos seus projetos pessoais ou alegado estar ocupada, inclusive com “as coisas do Senhor”, a ponto de não O poder servir e Lhe dizer "não". No entanto, ela foi generosa, aceitou despojar-se de si mesma e, com seu “sim”, permitiu a Deus entrar na nossa história e na nossa família humana. Desta forma, a Santíssima Virgem tornou-se o modelo a ser seguido por cada um que, ao passar por este mundo fazendo o bem, deseja um dia ser reconhecido pelo Senhor como “Benditos do meu Pai [...]” (Mt 25,34). 

Hoje, inspirados pelo exemplo da Mãe de Deus e de tantos outros que conhecemos, tenhamos a coragem de optar pelo bem. Isso, sim, vale a pena! O tear da nossa vida precisa de fios coloridos e fortes para dar continuidade à obra começada desde o nosso nascimento. Estejamos atentos e não deixemos passar as oportunidades que temos de praticar o bem, principalmente para com os mais necessitados, sabendo que Deus não improvisa. A bondade ou a maldade que semeamos hoje havemos de colher amanhã. 

E viva a generosidade! 

Dijanira Silva
dijanira@geracaophn.com