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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Liturgia Diária


Mt 5. 20-26

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus

- Naquele tempo,20Digo-vos, pois, se vossa justiça não for maior
que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos céus. 21Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás, mas quem matar será castigado pelo juízo do tribunal.22Mas eu vos digo: todo aquele que se irar contra seu irmão será castigado pelos juízes. Aquele que disser a seu irmão: Raca, será castigado pelo Grande Conselho. Aquele que lhe disser: Louco, será condenado ao fogo
da geena. 23Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta. 25Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás em caminho com ele, para que não suceda que te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e sejas posto em prisão.26Em verdade te digo: dali não sairás antes de teres pago o último centavo.
- Palavra da salvação.



Reflexão
Todas as pessoas costumam falar em justiça ,mas para a maioria delas o fundamento dessa justiça são princípios e valores humanos, principalmente o que está escrito nas leis. Para nós cristãos, esse critério não é suficiente para entendermos verdadeiramente o que é justiça. Não é suficiente em primeiro lugar porque nem tudo o que é legal, é justo ou moral, como por exemplo a legalização do divórcio, do aborto ou da eutanásia. Também devemos levar em consideração que todas as pessoas, embora sejam seres naturais, possuem um dom de Deus que faz delas superiores à natureza, participantes da vida divina, e como Deus é amor, o amor é, para quem crê, o único e verdadeiro critério da justiça.

santo Antônio de pádua e lisboa


santo Antônio de pádua e lisboa
Antônio de Pádua ou – como também é conhecido – de Lisboa, referindo-se à sua cidade natal. Trata-se de um dos santos mais populares de toda a Igreja Católica, venerado não somente em Pádua, onde se erigiu uma esplêndida basílica que recolhe seus restos mortais, mas no mundo inteiro. São queridas dos fiéis as imagens e estátuas que o representam com o lírio, símbolo da sua pureza, ou com o Menino Jesus nos braços, lembrando uma aparição milagrosa mencionada por algumas fontes literárias.
Antônio contribuiu de maneira significativa para o desenvolvimento da espiritualidade franciscana, com seus fortes traços de inteligência, equilíbrio, zelo apostólico e, principalmente, fervor místico.
Ele nasceu em Lisboa de uma família nobre, por volta de 1195, e foi batizado com o nome de Fernando. Começou a fazer parte dos cônegos que seguiam a regra monástica de Santo Agostinho, primeiro no mosteiro de São Vicente, em Lisboa, e depois no da Santa Cruz, em Coimbra, renomado centro cultural de Portugal. Dedicou-se com interesse e solicitude ao estudo da Bíblia e dos Padres da Igreja, adquirindo aquela ciência teológica que o fez frutificar nas atividades de ensino e na pregação.
Em Coimbra, aconteceu um fato que marcou uma mudança decisiva em sua vida: em 1220, foram expostas as relíquias dos primeiros cinco missionários franciscanos que haviam se dirigido a Marrocos, onde encontraram o martírio. Este acontecimento fez nascer no jovem Fernando o desejo de imitá-los e de avançar no caminho da perfeição cristã: então ele pediu para deixar os cônegos agostinianos e converter-se em frade menor. Sua petição foi acolhida e, tomando o nome de Antônio, também ele partiu para Marrocos, mas a Providência divina dispôs outra coisa.
Por causa de uma doença, ele se viu obrigado a voltar à Itália e, em 1221, participou do famoso “Capítulo das Esteiras” em Assis, onde também encontrou São Francisco. Depois disso, viveu por algum tempo escondido totalmente em um convento perto de Forlì, no norte da Itália, onde o Senhor o chamou para outra missão. Convidado, por circunstâncias totalmente casuais, a pregar por ocasião da uma ordenação sacerdotal, Antônio mostrou estar dotado de tal ciência e eloquência, que os superiores o destinaram à pregação. Ele começou assim, na Itália e na França, uma atividade apostólica tão intensa e eficaz, que levou muitas pessoas que haviam se separado da Igreja a voltar atrás. Esteve também entre os primeiros professores de teologia dos Frades menores, talvez inclusive o primeiro. Começou a lecionar em Bolonha, com a bênção de Francisco, o qual, reconhecendo as virtudes de Antônio, enviou-lhe uma breve carta com estas palavras: “Eu gostaria que você lecionasse teologia aos frades”. Antônio colocou as bases da teologia franciscana que, cultivada por outras insignes figuras de pensadores, teria conhecido seu zênite com São Boaventura de Bagnoregio e o beato Duns Scotus.
Nomeado como superior provincial dos Frades Menores da Itália Setentrional, continuou com o ministério da pregação, alternando-o com as tarefas de governo. Concluído o mandato de provincial, retirou-se perto de Pádua, onde já havia estado outras vezes. Depois de apenas um ano, morreu nas portas da Cidade, no dia 13 de junho de 1231. Pádua, que o havia acolhido com afeto e veneração em vida, prestou-lhe sempre honra e devoção. O próprio Papa Gregório IX – que, depois de tê-lo escutado pregar, definiu-o como “Arca do Testamento” – canonizou-o em 1232, também a partir dos milagres ocorridos por sua intercessão.
No último período da sua vida, Antônio escreveu dois ciclos de “Sermões”, intitulados, respectivamente, “Sermões dominicais” e “Sermões sobre os santos”, destinados aos pregadores e professores de estudos teológicos da ordem franciscana. Neles, comentou os textos da Sagrada Escritura apresentados pela liturgia, utilizando a interpretação patrístico-medieval dos quatro sentidos: o literal ou histórico, o alegórico ou cristológico, o tropológico ou moral e o anagógico, que orienta à vida eterna. Trata-se de textos teológicos-homiléticos, que recolhem a pregação viva, na qual Antônio propõe um verdadeiro e próprio itinerário de vida cristã. É tanta a riqueza de ensinamentos espirituais contida nos “Sermões”, que o venerável Papa Pio XII, em 1946, proclamou Antônio como Doutor da Igreja, atribuindo-lhe o título de “Doutor Evangélico”, porque destes escritos surge a frescura e beleza do Evangelho; ainda hoje podemos lê-los com grande proveito espiritual.
Nos “Sermões”, ele fala da oração como uma relação de amor, que conduz o homem a conversar docemente com o Senhor, criando uma alegria inefável, que envolve suavemente a alma em oração. Antônio nos recorda que a oração precisa de uma atmosfera de silêncio, que não coincide com o afastamento do barulho externo, mas é experiência interior, que procura evitar as distrações provocadas pelas preocupações da alma. Segundo o ensinamento deste insigne Doutor franciscano, a oração se compõe de quatro atitudes indispensáveis que, no latim de Antônio, definem-se como: obsecratio, oratio, postulatio, gratiarum actio. Poderíamos traduzi-las assim: abrir com confiança o próprio coração a Deus, conversar afetuosamente com Ele, apresentar-lhe as próprias necessidades, louvá-lo e agradecer-lhe.
Neste ensinamento de Santo Antônio sobre a oração, conhecemos um dos traços específicos da teologia franciscana, da qual ele foi o iniciador, isto é, o papel designado ao amor divino, que entra na esfera dos afetos, da vontade, do coração, e que é também a fonte de onde brota um conhecimento espiritual que ultrapassa todo conhecimento. Antônio escreve: “A caridade é a alma da fé, é o que a torna viva; sem o amor, a fé morre” (Sermões Dominicais e Festivos II).
Só uma alma que reza pode realizar progressos na vida espiritual: este foi o objeto privilegiado da pregação de Santo Antônio. Ele conhecia bem os defeitos da natureza humana, a tendência a cair no pecado; por isso, exortava continuamente a combater a inclinação à cobiça, ao orgulho, à impureza e a praticar as virtudes da pobreza e da generosidade, da humildade e da obediência, da castidade e da pureza.
No começo do século XIII, no contexto do renascimento das cidades e do florescimento do comércio, crescia o número de pessoas insensíveis às necessidades dos pobres. Por este motivo, Antônio convidou os fiéis muitas vezes a pensar na verdadeira riqueza, a do coração, que, tornando-os bons e misericordiosos, leva-os a acumular tesouros para o céu. “Ó ricos – exorta – tornai-vos amigos (…); os pobres, acolhei-os em vossas casas: serão depois eles que os acolherão nos eternos tabernáculos, onde está a beleza da paz, a confiança da segurança e a opulenta quietude da saciedade eterna” (Ibid.).
Antônio, na escola de Francisco, sempre coloca Cristo no centro da vida e do pensamento, da ação e da pregação. Este é outro traço típico da teologia franciscana: o cristocentrismo. Alegremente, ela contempla e convida a contemplar os mistérios da humanidade do Senhor, particularmente o do Natal, que suscitam sentimentos de amor e gratidão pela bondade divina.
Também a visão do Crucificado lhe inspira pensamentos de reconhecimento a Deus e de estima pela dignidade da pessoa humana, de forma que todos, crentes e não crentes, possam encontrar um significado que enriquece a vida. Antônio escreve: “Cristo, que é a tua vida, está pregado diante de ti, porque tu vês a cruz como em um espelho. Nela poderás conhecer quão mortais foram tuas feridas, que nenhum remédio teria podido curar, a não ser o sangue do Filho de Deus. Se olhas bem, poderás perceber quão grandes são tua dignidade e teu valor (…). Em nenhum outro lugar o homem pode perceber melhor o quanto vale, a não ser no espelho da cruz” (Sermões Dominicais e Festivos III).
Que Antônio de Pádua, tão venerado pelos fiéis, interceda pela Igreja inteira, sobretudo por aqueles que se dedicam à pregação. Que estes, inspirando-se em seu exemplo, procurem unir a doutrina sã e sólida, a piedade sincera e fervorosa e a incisividade da comunicação.
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A comunicação na Igreja tem a função de comunhão


A comunicação na Igreja tem a função de comunhão
Afirma Dom Cell
Frutos de Maria
Usar os meios de comunicação para construir pontes de paz pode ser um tema decisivo em áreas como o Oriente Médio. Com essa intenção teve início nesta segunda-feira, 10, em Amã, na Jordânia, o encontro para bispos, sacerdotes e leigos sobre o tema "Os meios de comunicação árabes cristãos a serviço da justiça, da paz e dos direitos humanos". 

O Congresso conta com a participação do Patriarca Latino de Jerusalém, Dom Fouad Twal, e do Presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli. 

Em entrevista à Rádio Vaticano, Dom Celli disse acreditar que a comunicação na Igreja não tem apenas a função de transmitir notícias ou criar laços, mas uma dimensão ainda mais profunda que é a de comunhão. 

"Na Igreja, a comunicação tem uma função de comunhão eclesial. Eu diria que a exigência de ter de anunciar Jesus no mundo de hoje nos ajuda a superar as diferenças que possamos ter ligadas aos respectivos ritos ou tradições eclesiais", destacou. 

Dom Celli disse ainda que o problema é perceber como "juntos somos capazes de estabelecer um diálogo respeitoso" com os homens e mulheres de hoje, cristãos ou não-cristãos, como é o caso do Oriente Médio. 

"A Igreja sente a necessidade de ser realmente ela mesma e ao mesmo tempo assumir uma dimensão de anúncio e proposta, como dizia Bento XVI: 'um diálogo respeitoso com a verdade dos outros e também com as dimensões religiosas dos outros'. Acredito que no caminho que estamos fazendo no mundo de hoje, deve existir uma grande consciência do que somos. Sabemos que pertencemos a Jesus Cristo e somos um com Ele, mas ao mesmo tempo é em Jesus Cristo que devemos estar abertos a tudo".

Dom Celli recordou que, há alguns dias, o Papa Francisco respondeu algumas perguntas aos representantes de novos movimentos e comunidades presentes no Vaticano, na véspera de Pentecostes e, na ocasião, o Santo Padre falou de "uma cultura de amizade, de uma cultura do encontro". 

"Isso significa não uma Igreja fechada em si mesma, mas uma Igreja que se abre. Uma Igreja que sabe dialogar com o mundo", ressaltou. 

Fonte: Canção Nova

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Nova data da romaria da juventude

Nova data da romaria da juventude

Namorar é pensar no amanhã


Namorar é pensar no amanhã
O que você espera de um namoro?
Frutos de Maria
O Dia dos Namorados movimenta muito dinheiro, desde cartões com mensagens românticas até joias valiosas; é um dos dias mais lucrativos do ano. Em resumo, há um incentivo para troca de presentes entre os apaixonados. 

Mas o Dia dos Namorados também é um bom momento para se pensar no amanhã. Pai e mãe nós não escolhemos, filhos também não, mas o companheiro(a) de viagem, que seguirá lado a lado conosco, durante a vida, é no tempo do namoro que o escolhemos. 

Escolher a pessoa certa, o futuro esposo ou esposa que vai fazer essa viagem de amor ao seu lado, é de grande responsabilidade, pois se trata de escolher a única pessoa que vai trilhar e construir, junto com você, um caminho de felicidade em meio às dificuldades, e sem fazer troca (não serviu ou não deu certo, não devolva o produto). 

A pessoa escolhida não é um produto que se compra ou troca. Os cônjuges precisam ser conquistados e reconquistados todos os dias e em todas as várias fases do relacionamento, é necessário aprender esperar o processo do outro. 

O que você espera de um namoro? Construir uma vida juntos significa respeitar a individualidade de cada um e também estar atento para perceber se essa individualidade não está prejudicando o relacionamento. O risco nessa construção é o pensar só em si, “o prazer individual” em todas as áreas: sexual, profissional, espiritual, com as amizades... 

Os dois caminhando unidos, de mente e coração, mesmo pensando de formas diferentes, mas querendo chegar juntos a um ideal, felizes com que for alcançado, exige um relacionamento equilibrado, com harmonia nas decisões. 

No tempo do namoro, os dois não podem perder o propósito do ficar juntos; nem sempre serão só abraços e beijos. O lindo do relacionamento é quando os dois continuam se abraçando e se beijando mesmo diante de uma situação difícil. É quando um olha para o outro e diz: “Nada pode nos separar, porque o beijo que demos lá no altar sempre irá nos sustentar!”. 

Namorar é bom, faz bem e não pode cair no esquecimento durante casamento. Por isso, aproveite esta data para reafirmar o amor que você tem pelo seu companheiro.

Feliz Dia dos Namorados! 

Cleto Coelho
Membro da Comunidade Canção Nova

Fonte: Canção Nova

Liturgia Diária


Mt 5, 17-19

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus

- Naquele tempo,17Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição. 18Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei. 19Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus.
- Palavra da salvação.



Reflexão
O verdadeiro cumprimento da Lei não significa apenas a obediência a ela. Significa descobrir os valores que são inerentes a ela, as motivações que estão por trás dela e as conseqüências da sua observância para a felicidade pessoal, para a construção de um mundo melhor para todos e principalmente para que possamos descobrir o bem maior para as nossas vidas, que é o projeto de Deus para a humanidade, e assumir como próprio de cada um de nós este projeto que nos é proposto pelo próprio Deus. Jesus nos mostra que Deus não quer de nós a infantilidade da obediência cega, mas a maturidade da co-responsabilidade no projeto do Reino.

Acolhimento e Evangelização


Acolhimento e Evangelização
Faltam pouco mais de 40 dias para JMJ!
Frutos de Maria
Um dos sinais muito bonitos que a Jornada Mundial da Juventude traz é o acolhimento. Tenho falado a todos que nós acolheremos irmãos e irmãs nossos para viverem uma vida de família durante uma semana aqui no Rio de Janeiro. Tenho também falado aos que estão chegando que podem vir para viver conosco, pois aqui encontrarão irmãos e irmãs que querem conviver na mesma fé e com uma hospitalidade própria do povo brasileiro. 

Ter a honra de hospedar Cristo por meio do irmão que chega é um grande privilégio. Também será uma bela experiência para nós na abertura para o outro. Será um importante sinal para o mundo: em tempos de xenofobia, fechamentos, desconfianças, medo do outro, um belo sinal de acolhimento ajudará esse mundo a pensar diferente. Para isso, estes aspectos precisam ser bem difundidos. 

A alegria de acolhermos irmãos e irmãs cristãs de outras denominações, membros de outras religiões e proporcionarmos também um encontro entre as religiões monoteístas – judeus, muçulmanos e cristãos – deve contagiar a todos que desses eventos tomarem conhecimento. Temos a certeza de que esses sinais não ficarão sem resposta. Porém, é claro, sabemos que isso vai depender muito do coração de cada um que toma conhecimento do assunto, e de como abre seu coração. Nesse sentido, pedimos a Deus para que esses sinais sejam aceitos pelos corações das pessoas e esse mundo lucre com o evento da JMJ. Para isso, pedimos orações de todos. 

A hospitalidade é um gesto de caridade cristã (Rm 12, 13; 1 Tm 3, 2; Tt 1, 8; 1 Pd 4, 9; 3 Jo 5-8). O Ministério da Acolhida encontra seu fundamento em Mt 25, 35ss e Rm 12, 13, quando se convida a hospedar nossos irmãos e irmãs em nossas próprias vidas. 

São muito ilustrativos certos encontros de comunidades, nos quais os pobres hospedam os participantes vindos de lugares distantes. As pessoas são hospedadas em casas de famílias das comunidades, mas estamos vendo que, por todos os lados dessa grande cidade, as casas foram abertas para acolher o “outro” irmão que vem de longe. As escolas, salões, quadras também serão espaços de acolhida e as paróquias darão o testemunho de ser a família grande que acolhe os irmãos na fé. 

São Francisco de Assis recomenda, com muita insistência a hospitalidade, afirmando que ela é uma “graça do Senhor”. Também os que estiverem passando pelas ruas ou utilizando algum meio de transporte público poderão exercer o acolhimento com um belo cumprimento e com orientação para as pessoas que estarão com a camiseta da JMJ e levando suas mochilas às costas. Eles ficarão marcados também pelo gesto carioca-fluminense-brasileiro! 

O salmo 23 (22) tem essa característica e exprime a experiência pessoal de segurança e acolhimento na relação com Deus. A imagem do Pastor solícito pelo sustento e pela proteção do rebanho e a do anfitrião generoso no acolhimento do hóspede encontram sua explicação no relacionamento de Deus com os seres humanos, e tem sua realização na liturgia, que celebra a solicitude do Bom Pastor para com os fiéis e a participação do Banquete Sagrado. 

Não há como querer ser cristão de braços cruzados e inativos. Há necessidade de se agir de forma a não desprezar ninguém. Exemplo dessa atitude é o encontro de Jesus com Zaqueu (Lc 19, 1-10). A acolhida que Zaqueu proporciona a Jesus não é apenas formal: envolve toda a sua pessoa. Converter-se não significa só chegar a uma confissão oral dos primeiros erros, mas requer uma retratação efetiva dos mesmos. Zaqueu faz a sua confissão a Jesus, que agora se torna o seu “Senhor” no lugar de todos os “senhores” aos quais tinha servido. 

Acolher, encontrar o outro, fará também de nós uma comunidade ainda mais acolhedora daqueles que estão ao nosso redor ou que nos procuram em nossas comunidades paroquiais. Sem dúvida que esse momento, que ora vivemos, nos enriquecerá e fará uma diferença muito grande em nossas casas e igrejas. Marcará nossas vidas para sempre. Importante é passar aos outras essas nossas experiências. Eis que uma bela e importante missão de acolher se transforma também em evangelização para aqueles que acolhem. Que esses trabalhos de organização que os jovens protagonizam continuem dando seus frutos sempre em nossa arquidiocese. 

Ao acolher em nossa casa, somos convidados a acolher também nas ruas, nos ônibus, trens, metrôs e nas barcas. Pode ser um novo estilo de viver se soubermos aproveitar desse momento. Que o Senhor nos inspire tantas e belas ações e gestos de acolhida! 

Eis que chegam os dias em que poderemos exercer bem essa missão e esses gestos. Faltam pouco mais de 40 dias para JMJ! 

Dom Orani João Tempesta, O. Cist. 
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ) 

Fonte: 
Canção Nova

Santo Onofre


Santo Onofre
Onofre foi um eremita que viveu no Egito no final do século IV e início do século V. Ele foi encontrado por um abade chamado Pafúncio. Acostumado a fazer visitas a alguns eremitas na região de Tebaida, esse abade empreendeu sua peregrinação a fim de descobrir se também seria chamado a vivê-la.
Pafúncio perambulou no deserto durante 21 dias, quando, totalmente exausto e sem forças, caiu ao chão. Nesse instante, viu aparecer uma figura que o fez estremecer: era um homem idoso, de cabelos e barbas que desciam até o chão, recoberto de pelos tal qual um animal, usando uma tanga de folhas.
Era comum os eremitas serem encontrados com tal aspecto, pois viviam sozinhos no isolamento do deserto e eram vistos apenas pelos anjos. No final, ficavam despidos porque qualquer vestimenta era difícil de ser encontrada e reposta.
No primeiro instante, Pafúncio pôs-se a correr, assustado, com aquela figura. Porém, minutos depois, essa figura o chamou dizendo que nada temesse, pois também era um ser humano e servo de Deus.
O abade retornou ao local e os dois passaram a conversar. Onofre disse a Pafúncio o seu nome e explicou-lhe a sua verdadeira história. Era monge em um mosteiro, mas sentira-se chamado à vida solitária. Resolveu seguir para o deserto e levar a vida de eremita, a exemplo de são João Batista e do profeta Elias, vivendo apenas de ervas e do pouco alimento que encontrasse.
Onofre falou sobre a fome e a sede que sentira e também sobre o conforto que Deus lhe dera alimentando-o com os frutos de uma tamareira que ficava próxima da gruta que era sua moradia. Em seguida, conduziu Pafúncio à tal gruta, onde conversaram sobre as coisas celestes até o pôr-do-sol, quando apareceu, repentinamente, diante dos dois, um pouco de pão e água que os revigorou.
Pafúncio falou a ele sobre seu desejo de tornar-se um eremita. Mas Onofre disse que não era essa a vontade de Deus, que o tinha enviado para assistir-lhe a morte. Depois, deveria retornar e contar a todos sua vida e o que presenciara. Pafúncio ficou, e assistiu quando um anjo deu a eucaristia a Onofre antes da morte, no dia 12 de junho.
Retornando à cidade, escreveu a história de santo Onofre e a divulgou por toda a Ásia. A devoção a este santo era muito grande no Oriente e passou para o Ocidente no tempo das cruzadas. O dia 12 de junho foi mantido pela Igreja, tendo em vista a época em que Pafúncio viveu e escreveu o livro da vida de santo Onofre, que buscou de todas as maneiras os ensinamentos de Deus.
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Cristãos de hoje


Cristãos de hoje
Que marcas deixaremos na história?
Frutos de Maria
É fato: os primeiros cristãos marcaram a história da humanidade. Em Pentecostes, inaugurou-se uma nova forma de se viver, surpreendente para os padrões da época. Com que palavras bonitas foram descritos aqueles homens e mulheres da primeira hora do cristianismo: 

“Eles estão na carne, mas não vivem segundo a carne; moram na terra, mas têm suacidadania no céu; [...] amam a todos e são perseguidos por todos; [...] são mortos e, desse modo, lhes é dada a vida; são pobres, e enriquecem a muitos; carecem de tudo, e têm abundância de tudo; são desprezados e, no desprezo tornam-se glorificados; são amaldiçoados e, depois, proclamados justos; são injuriados, e bendizem; são maltratados, e honram; fazem o bem, e são punidos como malfeitores; são condenados, e se alegram como se recebessem a vida”(carta a Diogneto, n. 5). [1] 

Sim, nas origens, aqueles que eram “autenticamente” cristãos davam esse tipo de testemunho, tanto que muitos estudiosos, que se dedicam a analisar a vida das primeiras comunidades cristãs, atestam que a mensagem evangélica, a fraternidade vivida nos grupos e o testemunho de santidade, indo até o martírio, levaram muitos a aderirem à nova religião. Era uma novidade de vida que cativava! [2] 

Na sequência desse texto, o autor diz: “Em poucas palavras, assim como a alma está no corpo, assim os cristãos estão no mundo”. Os cristãos davam vida ao mundo!

E com quem aprenderam a ser assim? Com o Senhor Jesus, claro! Sim, os cristãos, verdadeiramente fiéis, estavam configurados a Jesus Cristo. Os da primeira geração tiveram a oportunidade de aprender pela convivência com o Mestre. Ouviram os ensinamentos dos lábios do Senhor. Viram como Ele agia. Já os cristãos das gerações seguintes tinham por base a Doutrina propagada pelos apóstolos.

E o que o Senhor ensinou? Instruções realmente desafiadoras a todos que se propõem a segui-Lo verdadeiramente. Vejamos alguns exemplos do que os evangelistas relatam e comparemos com o texto acima. Ele disse: 

“Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, bendizei aos que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam. Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, não lhe negues também a túnica. Dá a todo o que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho reclames. Assim como quereis que os homens vos façam, do mesmo modo lhes fazei vós também. Se amardes aos que vos amam que mérito há nisso? Pois também os pecadores amam aos que os amam. [...] Amai, porém a vossos inimigos, fazei bem e emprestai, sem esperar nada em troca; e grande será a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus” (Lc 6,26-36).

Na sequência, Jesus diz: “Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso”. Ele associa essa grande lista de ações ao próprio agir de Deus, que “faz surgir o seu sol sobre os maus e sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os ímpios” (Mateus 5, 45-48). Nessa passagem de Mateus, Jesus diz com clareza que devemos ser perfeitos, como perfeito é o nosso Pai Celestial. 

O Senhor está nos dizendo que devemos ser imitadores da natureza de Deus que é misericordiosa, que é perfeita. O cristianismo trouxe isso ao mundo. Em Jesus conhecemos quem é Deus de um modo que até então não se ouvira falar, e o que Ele quer de nós, seus filhos. Temos parâmetros para vivermos uma vida segundo o coração de Deus. Dos seguidores de Jesus, o que se espera é que busquem viver conforme a vida de Deus. Nada menos do que isso! 

A lei do homem novo 

“Amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei”, eis o novo e revolucionário mandamento trazido por Jesus Cristo. 

Jesus, o Filho, não apenas foi testemunha do amor de Deus para com os homens. Ele disse qual deveria ser a meta de nossas vidas. São Paulo também nos exorta nesse sentido, ao nos ensinar que devemos ter os mesmos sentimentos que estavam em Jesus Cristo (cf. Fl 2,5). 

Aos efésios também fez semelhante recomendação: “Sejais, pois, imitadores de Deus, como filhos queridos, e vivei no amor, como também Cristo vos amou e por nós sacrificou-se a sim mesmo a Deus” (Ef 5,1). 

“É um convite a caminhar no mesmo mundo que Cristo amou, com caridade, com a mesma disponibilidade de Jesus para doar-se a si mesmo, oferecendo-se em sacrifício a Deus”.[3] 

É o amor que não se limita a discursos, belas palavras: “[...] esta imitação de Deus, esta identificação com Cristo, com o consequente amor recíproco, não são sentimentos cultivados no recesso do coração, mas em ação concreta”.[4] 

E este amor profundo pelas almas “estimula o sentido do mútuo perdão, a solicitude pelos pobres, a efetiva caridade diante de qualquer necessidade”, ou seja, de todos aqueles que de nós precisarem por qualquer razão que seja. [5] 

Não há espaço para que reproduzamos aqui tudo o que o Novo Testamento nos ensina a esse respeito. Mas qualquer um que leia com abertura de coração o que os apóstolos deixaram registrado a respeito dos ensinamentos do Senhor terá de admitir que de nós é exigido muito. A nossa própria salvação está vinculada à obediência à Palavra de Jesus. Será com base Nela que seremos julgados. Teremos amado o suficiente? Agido como verdadeiros imitadores de Deus, de modo que ouçamos as maravilhosas palavras de Jesus: “Vinde benditos do meu Pai”? Para qual lado seremos mandados? Para a direita ou para a esquerda? (cf. Mt 25,31-40). Eis algo muito sério! 

É desafiador viver como Ele ensinou? Claro que sim! Podemos até dizer que é bastante difícil. Mas quando Jesus prometeu que seria fácil? Ele mesmo disse que a porta que nos conduz ao Céu é estreita. Aliás, Ele também disse que para o homem é impossível salvar a si mesmo. Mas a Deus não! É por isso que não podemos desanimar. Não estamos sozinhos. É o Santo Espírito que nos dá condições ao seguimento de Jesus. O mesmo Espírito que esteve sobre Pedro, Paulo, João, Tiago... Que fez destes homens testemunhas, que os impulsionou. É o mesmo Espírito que recebemos em nosso Batismo e que experimentamos de forma inesquecível por meio do Batismo no Espírito Santo. 

Agora é a nossa vez: viver com Ele viveu! 

Diante de tudo isso que temos refletido, desde o texto anterior do Rogério Soares, nesta edição, podemos parar e pensar um pouco sobre a nossa vida. 

Já vimos que há muitos registros históricos sobre os primeiros cristãos que revelam que eles eram seguidores de Jesus verdadeiramente. Mas o fato é que Pedro, João, Tiago - e tantos outros anônimos - estão na glória, e que hoje é a nós que cabe a tarefa que um dia, no passado, foi deles: difundir os ensinamentos de Jesus.

Mas... E se alguém observar e retratar o nosso estilo de vida, como irá nos descrever? Que imagem passamos aos que nos conhecem, convivem conosco? 

Como nós, cristãos deste começo do terceiro milênio, seremos retratados na história? Que marcas deixaremos? Estamos sendo a alma do mundo? 

Aquela voz que ecoou nas montanhas e planícies da Palestina há dois mil anos continua a falar ao coração de seus seguidores? Pauta seus comportamentos? Nossos pensamentos, sentimentos, ações são parecidos com os de Jesus Cristo? 

Em quem nos espelhamos? Qual o papel dos Evangelhos em nossa vida? Eles guiam nosso agir? O que Jesus ensinou, nós buscamos fazer? Temos nos esforçado para isso? 

É necessário que façamos essa autoavaliação com total realismo, porque temos o compromisso de dar testemunho de vida. Assim como foi no passado, esse é um dos eficazes meios de evangelização (EvangelliNuntiandi, n. 41). Pregar, mas não viver conforme o que se fala é ser falso profeta, nos ensina a Didaqué.[6] 

Só seremos “rosto e memória de Pentecostes” se mostrarmos ao mundo a face do cristianismo autêntico. Somente se vivermos conforme os ensinamentos de Jesus, poderemos reimplantar uma cultura que já esteve fortemente presente na humanidade: a “Cultura de Pentecostes”. 

De acordo com autor da Carta a Diogneto, os cristãos daquela época era típicos cidadãos desta terra, porém viviam com a plena consciência de pertencerem ao céu. Entendiam-se como peregrinos. Tinham a fé alicerçada na certeza da ressurreição. 

E nós? Temos vivido bem nossa vida aqui, porém conscientes de que estamos em peregrinação? Que nosso destino é a Jerusalém Celeste? Temos levado as pessoas a desejarem o céu? A sonhar com a ressurreição? A almejar ver o Senhor face a face? Sobre isso há muito que se pensar. Assunto para a próxima edição. Até lá! 

Lúcia Volcan Zolin 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

O que o Papa Francisco vem fazer no Brasil?

Frutos de Maria
O que o Papa Francisco vem fazer no Brasil?
O que este homem de Deus tem a nos falar?
Por que o Papa Francisco vem ao Brasil? O que este homem de Deus tem a nos falar? Papa Francisco virá ao país em 2013 para participar da 27ª Jornada Mundial da Juventude.

Não é com pouco pesar que vemos o egoísmo imperando, as famílias se desfragmentando, o ódio entre segmentos sociais se acirrando, a ausência de amor, de alegria, de esperança se instalando. O trabalho digno é privilégio de alguns, o desemprego ainda marca profundamente nossa realidade, as drogas invadem os lares, a violência ceifa vidas, a depressão atinge milhares de homens e mulheres...

Apesar de tudo isso, nada impede os jovens de sonharem. É próprio deles desejarem algo mais do que o cotidiano da vida. O jovem é o ser do novo, da relação interpessoal vivida na verdade e na solidariedade, da amizade autêntica, do verdadeiro amor, do futuro sereno e feliz... Perguntam-se qual o sentido da vida, buscam porto seguro para reabastecer a força e zarpar em busca de seus ímpetos mais sublimes e generosos.

Vivendo nesta realidade, a figura do papa representa que há uma alternativa onde se possa encontrar, na vastidão e na beleza da vida, uma segurança e um sentido. Francisco vem para reafirmar que tudo o mais é insuficiente quando se descobre que o nosso desejo da vida é Aquele que nos criou. Ele deixou sua marca indelével em nós, por isso aspiramos ao amor, à alegria e à paz.

A vinda do papa nos deixará um imenso legado espiritual. Será uma oportunidade ímpar de se ver o rosto da juventude católica, de renovar e solidificar a todos na fé e no amor à Igreja. É a certeza de que vale a pena acreditar em Deus, de dar a sua vida em favor dos outros. 

Trazemos dentro de cada um de nós inúmeras questões e dúvidas. Procuramos resposta e não pararemos de buscá-las, mas trazemos a certeza de que só será possível encontrá-las por meio de Jesus Cristo, Aquele a quem o papa, figura de Pedro, insiste que confiemos. “O Rei que seguimos e nos acompanha, é muito especial: é um Rei que ama até à cruz e nos ensina a servir, a amar. E vós não tendes vergonha da sua Cruz; antes, abraçai-a, porque compreendestes que é no dom de si, no sair de si mesmo, que se alcança a verdadeira alegria e que com o amor de Deus Ele venceu o mal. Vós levais a Cruz peregrina por todos os continentes, pelas estradas do mundo. Levai-la, correspondendo ao convite de Jesus: ‘Ide e fazei discípulos entre as nações’ (cf. Mt 28, 19), que é o tema da Jornada da Juventude deste ano.” (Papa Francisco) 

Rumo à Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, certos de que os jovens respondem com prontidão quando é proposto com fé com sinceridade e verdade o encontro com Cristo, fundamento da nossa fé. Incentiva Francisco aos jovens: “devem dizer ao mundo: é bom seguir Jesus; é bom andar com Jesus; é boa a mensagem de Jesus; é bom sair de nós mesmos para levar Jesus às periferias do mundo e da existência. Três palavras: alegria, cruz, jovens.”